O último semestre e eu estava sem meu computador.....que horror!!!!!Passei por dias de muita ansiedade e nervosismo, pois sentia os dias passando e eu não podia fazer nada.Esta semana ele chegou arrumadinho e trabalhei como nunca. Embora saiba que esta justificativa não seja suficiente para me redimir de responsabilidades , eu sei o que senti e o quanto foi difícil encontrar soluções, pois juntou tudo: avaliações na escola, fisioterapia todo os dias, sem espaço na escola para o uso do labim, sentia-me com as mãos amarradas.
Bem, agora só quero ficar ansiosa e atrapalhadinha com a construção do meu TCC que aliás já está sendo gerado, daqui a pouco nasce e mostra a que veio.
Sunday, September 26, 2010
Thursday, June 24, 2010
Arquiteturas Pedagógicas
Trabalhar com tecnologias com o primeiro ciclo, conforme postagens que já realizei, exigem de nós professores um planejamento bem detalhado e de acordo com a fase de desenvolvimento em que estas crianças se encontram . No meu estágio estou realizando meu projeto usando este tipo de recurso para efetivar suas aprendizagens. Escolhi o espaço do PBWORKS para suas produções e trocas e confesso que mesmo assim no inicio foi difícil, pois eles usavam o espaço informatizado, em anos anteriores, somente de forma lúdica e achavam que o computador era mais um brinquedo. Mudar esta visão e fazê-los se interessar por outras aplicações foi uma caminhada complicada. O que realmente me ajudou foram as reflexões que realizei durante este período de estágio. Nelas tudo que observava era importante,as reações dos alunos, posturas frente a desafios, comportamento em sala, trabalhos desenvolvidos, seus preferencias e interesses, níveis de atenção, momentos de maior concentração, perfil de cada um , suas relações , enfim , refletir sobre os problemas me levaram a encontrar soluções e adequações para seguir em frente com meu projeto. Hoje reconheço que realizar reflexões diárias sobre nossa prática e desempenho, registrar tudo que visualizamos e nossas leituras frente a estes fatos , são importantes recursos de aprendizagens pessoais para nós professores , pois através delas é que encontraremos as soluções para cada caso, minimizando também com isso nossas frustrações e anseios frente as nossas muitas espectativas, muitas vezes conquistadas bem diferentes do que planejamos.
Trabalhar com tecnologias com o primeiro ciclo, conforme postagens que já realizei, exigem de nós professores um planejamento bem detalhado e de acordo com a fase de desenvolvimento em que estas crianças se encontram . No meu estágio estou realizando meu projeto usando este tipo de recurso para efetivar suas aprendizagens. Escolhi o espaço do PBWORKS para suas produções e trocas e confesso que mesmo assim no inicio foi difícil, pois eles usavam o espaço informatizado, em anos anteriores, somente de forma lúdica e achavam que o computador era mais um brinquedo. Mudar esta visão e fazê-los se interessar por outras aplicações foi uma caminhada complicada. O que realmente me ajudou foram as reflexões que realizei durante este período de estágio. Nelas tudo que observava era importante,as reações dos alunos, posturas frente a desafios, comportamento em sala, trabalhos desenvolvidos, seus preferencias e interesses, níveis de atenção, momentos de maior concentração, perfil de cada um , suas relações , enfim , refletir sobre os problemas me levaram a encontrar soluções e adequações para seguir em frente com meu projeto. Hoje reconheço que realizar reflexões diárias sobre nossa prática e desempenho, registrar tudo que visualizamos e nossas leituras frente a estes fatos , são importantes recursos de aprendizagens pessoais para nós professores , pois através delas é que encontraremos as soluções para cada caso, minimizando também com isso nossas frustrações e anseios frente as nossas muitas espectativas, muitas vezes conquistadas bem diferentes do que planejamos.
Monday, June 21, 2010
Meu TCC
Estava aqui sentadinha pensando no meu TCC. Não sei nem porque, afinal tenho tanto que me preocupar ainda para conseguir terminar este semestre: Portfólio, Relatório de estágio e Worshop.
Mas deve ser por que estava pensando nos meus alunos e no meu estágio e fico pensando como é rico o ambiente de uma sala de aula . Nela encontramos diferentes assuntos igualmente importantes para realizar um bom TCC. Adoro as Tecnologias , deve ser por isso que as uso todos os anos com meus alunos, tanto da manhã como da tarde, todos os anos. Arquiteturas Pedagógicas, mesmo sem saber desta nomenclatura, já as tinha aplicado a turmas anteriores e pude avaliar o quanto foram significativas, tanto nas trocas entre eles, no sentido de grupo que construiram como em suas aprendizagens. Este ano , para supresa minha, foi bem diferente. Montei uma arquitetura e na prática funcionou de outra forma, aliás ainda está em funcionamento pois meu projeto ainda continua.Mas voltando a minha reflexão anterior, existem dois focos que me chamam a atenção para um trabalho de conclusão. Um deles é: "O uso das Tecnologias nas séries iniciais e influência destes recursos no amadurecimento infantil e nas suas aprendizagens", o outro foco que me chama a atenção é : " Possíveis causas do aumento de ansiedade e agitação infantil ". Esta última vem bem de encontro com o que tenho vivenciado. A cada ano os alunos chegam mais ansiosos, agitados,agressivos, necessitando de muita paciência e calma de nós professores para que consigam assimilar e reconstruir novas posturas e atitudes frente ao grupo que estão e pertencem. Este período é muito importante e significativo para as suas construções, e não pode ser de forma nenhuma esquecido. A criança precisa diminuir estes sentimentos e comportamentos para construir sua caminhada com mais motivação , segurança e alegria. Descobrir quais os fatores que podem estar provocando este aumento tanto no comportamento como no desenvolvimento psicológico destas crianças nestes últimos anos, seria muito bom para nossa mediação com nossos alunos e comunidade.
Estava aqui sentadinha pensando no meu TCC. Não sei nem porque, afinal tenho tanto que me preocupar ainda para conseguir terminar este semestre: Portfólio, Relatório de estágio e Worshop.
Mas deve ser por que estava pensando nos meus alunos e no meu estágio e fico pensando como é rico o ambiente de uma sala de aula . Nela encontramos diferentes assuntos igualmente importantes para realizar um bom TCC. Adoro as Tecnologias , deve ser por isso que as uso todos os anos com meus alunos, tanto da manhã como da tarde, todos os anos. Arquiteturas Pedagógicas, mesmo sem saber desta nomenclatura, já as tinha aplicado a turmas anteriores e pude avaliar o quanto foram significativas, tanto nas trocas entre eles, no sentido de grupo que construiram como em suas aprendizagens. Este ano , para supresa minha, foi bem diferente. Montei uma arquitetura e na prática funcionou de outra forma, aliás ainda está em funcionamento pois meu projeto ainda continua.Mas voltando a minha reflexão anterior, existem dois focos que me chamam a atenção para um trabalho de conclusão. Um deles é: "O uso das Tecnologias nas séries iniciais e influência destes recursos no amadurecimento infantil e nas suas aprendizagens", o outro foco que me chama a atenção é : " Possíveis causas do aumento de ansiedade e agitação infantil ". Esta última vem bem de encontro com o que tenho vivenciado. A cada ano os alunos chegam mais ansiosos, agitados,agressivos, necessitando de muita paciência e calma de nós professores para que consigam assimilar e reconstruir novas posturas e atitudes frente ao grupo que estão e pertencem. Este período é muito importante e significativo para as suas construções, e não pode ser de forma nenhuma esquecido. A criança precisa diminuir estes sentimentos e comportamentos para construir sua caminhada com mais motivação , segurança e alegria. Descobrir quais os fatores que podem estar provocando este aumento tanto no comportamento como no desenvolvimento psicológico destas crianças nestes últimos anos, seria muito bom para nossa mediação com nossos alunos e comunidade.
Sunday, June 20, 2010
Retificando...
Conversando na escola sobre minha última postagem pude observar que não havia ficado clara as idéias que coloquei em pauta. Na realidade trabalhar com projetos é fundamental e é possível em todas as idades. O importante é saber planejar para cada fase do desenvolvimento infantil e possuir objetivos bem claros. Na minha fala eu apenas queria colocar que depois de uma caminhda com as crianças, já tendo realizado uma avaliação prévia de cada um e já estabelecido as relações entre aluno/ professor e aluno /aluno , o projeto começa a ter um desenvolvimento bem significativo. Este período inicial no ano letivo é muito importante tanto para a criança como para o professor. Tenho percebido que a criança leva algum tempo para se acostumar com a nova etapa a vivenciar. Novos amigos, novas relações, novo ambiente e normas . Quem será a professora? Ela é muito brava? Eu vou saber tudo que ela perguntar? Quem são os colegas?Estas e outras perguntas devem pipocar a mente de muitos gerando insegurança , até porque a familia fica falando sempre neste dia bem antes dele acontecer deixando as crianças criarem muitas espectativas.No primeiro dia estão todos como anjinhos, querendo escrever.....parece brincadeira mas é assim mesmo. Nós professores procuramos brincadeiras, dinâmicas, lembrancinhas de boas vindas que eles adoram mas no final sempre perguntam: Não vamos escrever? Esta é uma espectativa plantada, formatada .... aula só é aula se escrever...E assim vai transcorrendo, uns começam quietinhos e aos poucos vão mudando. Os mais espertinhos tem tendência a nos testar e para isto é preciso sermos estáveis nas nossas delimitações. Outros são muito quietos e nos preocupam , enfim cada um com o decorrer do tempo vamos conhecendo e mapeando as limitações de cada um , suas defasagens, seus comprometimentos, onde se salientam , onde podem ser mais desafiados, qual melhor conduta com uns , e outra tipo de atitude com outros. Sem falar da parte cognitiva que em meio a tudo isto e mais um pouco, temos que avaliar e saber dos seus conhecimentos prévios e contruções já realizadas. Com toda esta bagagem de objetivos iniciais é que penso ser bem melhor pdeixar passar estes primeiros momentos para depois organizar com mais propriedade um projeto que junto com a turma faça realmente parte dos seus interesses e curiosidades, e este tipo de trabalho é muito importante para qualquer idade, pois favorece as trocas, estimula a autonomia e a autoria, é motivador, aumenta a auto-estima e todos os envolvidos , inclusive o professor, sempre conquistam algumas aprendizagens.
Conversando na escola sobre minha última postagem pude observar que não havia ficado clara as idéias que coloquei em pauta. Na realidade trabalhar com projetos é fundamental e é possível em todas as idades. O importante é saber planejar para cada fase do desenvolvimento infantil e possuir objetivos bem claros. Na minha fala eu apenas queria colocar que depois de uma caminhda com as crianças, já tendo realizado uma avaliação prévia de cada um e já estabelecido as relações entre aluno/ professor e aluno /aluno , o projeto começa a ter um desenvolvimento bem significativo. Este período inicial no ano letivo é muito importante tanto para a criança como para o professor. Tenho percebido que a criança leva algum tempo para se acostumar com a nova etapa a vivenciar. Novos amigos, novas relações, novo ambiente e normas . Quem será a professora? Ela é muito brava? Eu vou saber tudo que ela perguntar? Quem são os colegas?Estas e outras perguntas devem pipocar a mente de muitos gerando insegurança , até porque a familia fica falando sempre neste dia bem antes dele acontecer deixando as crianças criarem muitas espectativas.No primeiro dia estão todos como anjinhos, querendo escrever.....parece brincadeira mas é assim mesmo. Nós professores procuramos brincadeiras, dinâmicas, lembrancinhas de boas vindas que eles adoram mas no final sempre perguntam: Não vamos escrever? Esta é uma espectativa plantada, formatada .... aula só é aula se escrever...E assim vai transcorrendo, uns começam quietinhos e aos poucos vão mudando. Os mais espertinhos tem tendência a nos testar e para isto é preciso sermos estáveis nas nossas delimitações. Outros são muito quietos e nos preocupam , enfim cada um com o decorrer do tempo vamos conhecendo e mapeando as limitações de cada um , suas defasagens, seus comprometimentos, onde se salientam , onde podem ser mais desafiados, qual melhor conduta com uns , e outra tipo de atitude com outros. Sem falar da parte cognitiva que em meio a tudo isto e mais um pouco, temos que avaliar e saber dos seus conhecimentos prévios e contruções já realizadas. Com toda esta bagagem de objetivos iniciais é que penso ser bem melhor pdeixar passar estes primeiros momentos para depois organizar com mais propriedade um projeto que junto com a turma faça realmente parte dos seus interesses e curiosidades, e este tipo de trabalho é muito importante para qualquer idade, pois favorece as trocas, estimula a autonomia e a autoria, é motivador, aumenta a auto-estima e todos os envolvidos , inclusive o professor, sempre conquistam algumas aprendizagens.
Sunday, June 06, 2010
Quando realizar projetos?????
Quem me conhece sabe o quanto gosto do que faço e o quanto os desafios me estimulam. Sempre acreditei que a prática educativa deva ser um prazer para quem executa e para quem recebe, por isso comungo com as idéias de Jean Piaget quando afirma que a interação professor e aluno é sumamente importante para a desacomodação, assimilação e acomodação de novos aprendizados.
“Cada relação social constitui, por conseguinte, uma totalidade mesma, produtora de características novas e transformando o individual em sua estrutura mental” (PIAGET, 1973b, p. 35) .
Nossas crianças precisam estar em um ambiente onde se sintam bem , aceitos, onde podem se posicionar sem medo, onde exista diálogo, carinho, segurança e amor. O professor é responsável por estas efetivações e principalmente por contruir vínculos positivos com seus alunos. Alunos que criam este vínculo aprendem mais rápido, respeitam regras, trocam idéias, pensam em grupo. Não podemos desconsiderar seus níveis de desenvolvimento, os mais jovens, por exemplo, são aos nossos olhos naturalmente desorganizados e as vezes egocêntricos, mas nem por isso estas interações deixam de ser importantes para seu desenvolvimento.
Trabalhar com projetos ou quando trabalhar é uma pergunta que muito me fiz a anos atrás. Pensava que trabalhos com projetos só seria interessante e efetivo se fosse organizado para turmas de alunos maiores, onde as habilidades de reflexão, síntese e autoria já estivessem sido bem mais exploradas. Como nos enganamos, graças a Deus! Já fazem alguns anos que trabalho com projetos com todos meus alunos desde os pequeninos até os maiores, e confesso que a cada ano me surpreendo mais com os meus pequenos. São de uma criatividade, de uma naturalidade e motivação que muitas vezes contagia. Contagia não só a mim como a pais , tios , avós que depois de alguma caminhada realizada são os maiores propagandistas do desempenho e do trabalho de suas amadas crianças. Quando começei com este tipo de trabalho pensava somente em provar que o uso de tecnologias poderia ser aplicado ao Iº ciclo de forma pedagógica e não somente lúdica como era usado. Levar aos meus colegas de escola opções de trabalho com esta faixa etária que valorizassem suas construções e mostrassem seus desenvolvimentos. Nunca imaginei que não seriam meus colegas os únicos a serem atingidos por estas evoluções, a comunidade começou a ser também modificada a partir de seus afetos e de suas produções. Nos dias de hoje muitos pais se sacrificam na compra de computadores ou vão a escola usar um. Muitos dos meus alunos continuam se correspondendo por e-mail comigo ou enviando mensagem pelo orkut, gmail ou msn. Como exemplo o email recebido esta semana do Eduardo de 9 anos
Trabalhar com projetos ou quando trabalhar é uma pergunta que muito me fiz a anos atrás. Pensava que trabalhos com projetos só seria interessante e efetivo se fosse organizado para turmas de alunos maiores, onde as habilidades de reflexão, síntese e autoria já estivessem sido bem mais exploradas. Como nos enganamos, graças a Deus! Já fazem alguns anos que trabalho com projetos com todos meus alunos desde os pequeninos até os maiores, e confesso que a cada ano me surpreendo mais com os meus pequenos. São de uma criatividade, de uma naturalidade e motivação que muitas vezes contagia. Contagia não só a mim como a pais , tios , avós que depois de alguma caminhada realizada são os maiores propagandistas do desempenho e do trabalho de suas amadas crianças. Quando começei com este tipo de trabalho pensava somente em provar que o uso de tecnologias poderia ser aplicado ao Iº ciclo de forma pedagógica e não somente lúdica como era usado. Levar aos meus colegas de escola opções de trabalho com esta faixa etária que valorizassem suas construções e mostrassem seus desenvolvimentos. Nunca imaginei que não seriam meus colegas os únicos a serem atingidos por estas evoluções, a comunidade começou a ser também modificada a partir de seus afetos e de suas produções. Nos dias de hoje muitos pais se sacrificam na compra de computadores ou vão a escola usar um. Muitos dos meus alunos continuam se correspondendo por e-mail comigo ou enviando mensagem pelo orkut, gmail ou msn. Como exemplo o email recebido esta semana do Eduardo de 9 anos
Mas para que estas mudanças ocorram é necessário algum tempo, tempo de articulações, de trocas , de adaptações. Ao longo de minha prática tenho percebido que quanto mais jovens forem nossos alunos mais tempo levam para se organizarem , são mais afetivos exigindo muito mais de nós. Penso que trabalhar com projetos em qualquer idade é fundamental mas quando começar este trabalho? Não acho produtivo se for colocado em prática logo no inicio do ano letivo pois para que se obtenha um bom aproveitamento é necessário estabelecer as relações tanto com o professor aluno como entre eles. Este período de adaptação é a base para que se estabeleça vínculo entre os atores e desta forma , como falei no inicio, existirá aprendizagem.
Wednesday, May 26, 2010

Um dia destes , eu e os alunos fomos caminhar pela comunidade para observar o meio ambiente e constatar a veracidade do que eles falaram em sala. Fomos também ao Arroio Mato Grosso que as crianças chamam de "valão" colher material para os nossos estudos ambientais.
Tiramos algumas fotos deste evento que gostaria de compartilhar. Neste dia todos queriam mostrar a ambiente em que vivem e muito alegres caminhavam , pulavam, se movimentavam livremente em meio a toda aquela diversidade e relevo acidentado, na busca de recolher o que havia de melhor para colocar no nosso saco de lixo.Pulavam de uma margem a outra com tanta destreza que me deixavam preocupada , pois poderiam cair na água. Nada aconteceu , preocupação minha, eles estavam muito felizes isto sim.
Tiramos algumas fotos deste evento que gostaria de compartilhar. Neste dia todos queriam mostrar a ambiente em que vivem e muito alegres caminhavam , pulavam, se movimentavam livremente em meio a toda aquela diversidade e relevo acidentado, na busca de recolher o que havia de melhor para colocar no nosso saco de lixo.Pulavam de uma margem a outra com tanta destreza que me deixavam preocupada , pois poderiam cair na água. Nada aconteceu , preocupação minha, eles estavam muito felizes isto sim.
Wednesday, May 05, 2010
Trabalhar com estórias em quadrinhos, como recurso dentro do meu tema escolhido, tem se mostrado muito gratificante e motivador para as crianças que trabalho. Esta estórinha do Chico Bento, por exemplo, foi gerador de muitas falas importantes dentro deste contexto. Questionados sobre o ambiente em que se desenvolve, eles colocaram que era um lugar sem lixo, com águas límpas. Perguntei como eles podiam afirmar isto, com o qual me responderam que se fosse suja a menina não estaria tomando banho e que era limpa por que a água era clarinha, " Toda a água suja é barrenta, escura" . Perguntei então se toda a água escura é também poluída? Um dos meninos me disse que não , porque na casa dele a água é clarinha e um dia a mãe deles sentiu um cheiro muito forte e foi olhar a caixa d'água. Tinha lá um pessoa morta, que tinha sido colocada lá dentro.A água era clarinha mas estava suja.Falaram também do "valão" que fica pertinho da escola, onde não dá para entrar porque é um depósito de lixo. Tem de tudo lá boiando: sofá velho, cachorro morto, sacos , papéis, chinelos e muito mais.E assim transcorreu esta explosão de vivências e conceitos prévios que aos poucos com minhas interferências forma sendo intigados a novas avaliações no que tange a cor aparente dos rios e sua relação com a poluição.As crianças quando bem estimuladas expõem suas idéias, baseadas em suas leituras de mundo, de forma natural e livre de preconceito fazendo com que tenhamos com isto um excelente material para desenvolver nosso trabalho e melhores condições de avaliação individual. Realizar mediações baseadas nas suas falas e dentro de um contexto vivido é muito mais efetivo e significativo, sendo assim tem muito mais chance das mudanças tornarem-se permanentes.
Friday, April 23, 2010
Réplica
Respondendo aos comentários recebidos pela minha querida amiga Bia, que o escreve muito bem, gostaria de salientar que minha escrita sobre a minha escola , sa maneira que foi feita apenas reflete minhas reflexões frente ao tempo em que estou atuando neste espaço e as mudanças comportamentais que tenho observado. Quando postei estes pensamentos imaginei estarem claros. É muito bom obter cometários a respeito, pois como relatamos fatos e sentimentos percebidos por nós , nos parece tão natural que sejam interpretados por todos que não nos damos conta das dúvidas que ficam pairando no ar sobre o que colocamos. Em fim, eu os percebia ingênuos pois acreditavam em tudo que se falava, a escola tinha supremacia no que colocava para esta população pois era era detentora do saber, do conhecimento, haja visto no próprio Conselho Escolar os representantes da comunidade ficavam esperando pela votação dos professores e da direção para depois se posicionarem, não possuiam esclarecimentos adequados e nem aos representantes da escola faziam questão de que entendessem , apara efetivar uma votação verdadeiramente participativa. Eles procediam desta forma e saiam tranquilos daquela reunião pois tinham a certeza que a escola iria pender para o lado mais justo e de interesse da comunidade. Nos dias de hoje percebo que muito disto ainda acontece mas as pessoas estão mais esclarecidas e não acreditam em tudo, procuram saber mais antes de votarem , não é qualquer coisa que vem da escola que eles concordam . Já são mais críticos , mais questionadores, ocasionando com isto maior cuidado e respeito dos representantes escolares como a equipe diretiva.
Muitos pais de alunos estudam á noite no EJA na procura de melhores qualificações para o trabalho conquistando também uma visão ampliada de mundo que incorporada a sua vida diária os fez lutar melhpr por seus direitos. Vejo muito mais pais nos dias de hoje na escola discutindo posições tomadas pelo corpo docente com falas mais aprimoradas e com embasamentos bem mais estruturados. Sabem onde procurar suporte para suas questões quando não são bem resolvidas no ambiente escolar, já não aceitam tão prontamente as delimitações impostas quando se sentem lesados nos seus direitos. tenho notado também que são mais criativos nas suas lutas diárias, muitos se profissionalizaram dentro da economia informal , outros já conquistaram melhores posições no mercado de trabalho, as crianças tem apresentado desenvolvimento mental e de fala bem mais desenvolvido que sugere uma formação familiar com bases mais comprometidas com a cultura e com a atualidade. Muito se critica ainda da falta de participação dos responsáveis porém no que tange a educação de seus filhos não tenho o que reclamar pois tenho experenciado outros resutados, penso que seja a maneira como estes chamamentos sejam feitos. No decorrer demais ou menos 4 anos tenho realizado internamente projetos para mapear este comportamento e obtive como retorno quase a totalidade de todos os meus responsáveis. Aliás muitos já me conhecem e torcem para que seus filhos fiquem comigo mesmo sabendo que suas participações, sejam no presencial como á distância, se farão necessárias. No final é muito bom pois tenho como retorno a conquista de amigos parceiros na educação de seus filhos.
Respondendo aos comentários recebidos pela minha querida amiga Bia, que o escreve muito bem, gostaria de salientar que minha escrita sobre a minha escola , sa maneira que foi feita apenas reflete minhas reflexões frente ao tempo em que estou atuando neste espaço e as mudanças comportamentais que tenho observado. Quando postei estes pensamentos imaginei estarem claros. É muito bom obter cometários a respeito, pois como relatamos fatos e sentimentos percebidos por nós , nos parece tão natural que sejam interpretados por todos que não nos damos conta das dúvidas que ficam pairando no ar sobre o que colocamos. Em fim, eu os percebia ingênuos pois acreditavam em tudo que se falava, a escola tinha supremacia no que colocava para esta população pois era era detentora do saber, do conhecimento, haja visto no próprio Conselho Escolar os representantes da comunidade ficavam esperando pela votação dos professores e da direção para depois se posicionarem, não possuiam esclarecimentos adequados e nem aos representantes da escola faziam questão de que entendessem , apara efetivar uma votação verdadeiramente participativa. Eles procediam desta forma e saiam tranquilos daquela reunião pois tinham a certeza que a escola iria pender para o lado mais justo e de interesse da comunidade. Nos dias de hoje percebo que muito disto ainda acontece mas as pessoas estão mais esclarecidas e não acreditam em tudo, procuram saber mais antes de votarem , não é qualquer coisa que vem da escola que eles concordam . Já são mais críticos , mais questionadores, ocasionando com isto maior cuidado e respeito dos representantes escolares como a equipe diretiva.
Muitos pais de alunos estudam á noite no EJA na procura de melhores qualificações para o trabalho conquistando também uma visão ampliada de mundo que incorporada a sua vida diária os fez lutar melhpr por seus direitos. Vejo muito mais pais nos dias de hoje na escola discutindo posições tomadas pelo corpo docente com falas mais aprimoradas e com embasamentos bem mais estruturados. Sabem onde procurar suporte para suas questões quando não são bem resolvidas no ambiente escolar, já não aceitam tão prontamente as delimitações impostas quando se sentem lesados nos seus direitos. tenho notado também que são mais criativos nas suas lutas diárias, muitos se profissionalizaram dentro da economia informal , outros já conquistaram melhores posições no mercado de trabalho, as crianças tem apresentado desenvolvimento mental e de fala bem mais desenvolvido que sugere uma formação familiar com bases mais comprometidas com a cultura e com a atualidade. Muito se critica ainda da falta de participação dos responsáveis porém no que tange a educação de seus filhos não tenho o que reclamar pois tenho experenciado outros resutados, penso que seja a maneira como estes chamamentos sejam feitos. No decorrer demais ou menos 4 anos tenho realizado internamente projetos para mapear este comportamento e obtive como retorno quase a totalidade de todos os meus responsáveis. Aliás muitos já me conhecem e torcem para que seus filhos fiquem comigo mesmo sabendo que suas participações, sejam no presencial como á distância, se farão necessárias. No final é muito bom pois tenho como retorno a conquista de amigos parceiros na educação de seus filhos.
Wednesday, April 21, 2010
PROJETO DE ESTÁGIO
Organizar um projeto não é nada difícil depois de tantos que já criei no decorrer destes meus quatro anos de graduação, mas este está sendo um trabalho diferente pois sinto que a medida em vou desenvolvendo tenho a necessidade de ir adequando aos objetivos por mim estipuldos. Como é um planejamento aberto não vejo nada demais fazer as retificações que achar importantes pois o principal está sendo respeitado, sua coluna vertebral ainda está intacta. Iniciei colocando um tema quena realidade era um recuso, agradeço a minha tutora pelas suas observações pois na ansia de redigi-lo e colocar na prática não tinha observado este fato. Hoje já penso em ampliar mais um pouco. Havia focado meu trabalho usando como recurso a Turma da Mônica mas vejo que eles podem continuar sendo o "carro forte", mas meu interesse está passando a ser direcionado não só a estes personagens e sim ao mundo das estórias em quadrinhos pois tenho encontrado temas em outras produções muito significativas e ricas para a conquista de meus objetivos planejados. Penso com este projeto obter subsídios para desenvolver meu trabalho de conclusão dentro da temática de "Como as estórias em quadrinhos podem ser úteis no desenvolvimento infantil". Sei que este enfoque ainda pode ser retificado na intenção de melhorar ainda mais minhas reflexões, por este motivo não posso apenas usar um único padrão como instrumento de recursos. Na continuação da minha prática terei a oportunidade de avaliar melhor estas minhas considerações.
Organizar um projeto não é nada difícil depois de tantos que já criei no decorrer destes meus quatro anos de graduação, mas este está sendo um trabalho diferente pois sinto que a medida em vou desenvolvendo tenho a necessidade de ir adequando aos objetivos por mim estipuldos. Como é um planejamento aberto não vejo nada demais fazer as retificações que achar importantes pois o principal está sendo respeitado, sua coluna vertebral ainda está intacta. Iniciei colocando um tema quena realidade era um recuso, agradeço a minha tutora pelas suas observações pois na ansia de redigi-lo e colocar na prática não tinha observado este fato. Hoje já penso em ampliar mais um pouco. Havia focado meu trabalho usando como recurso a Turma da Mônica mas vejo que eles podem continuar sendo o "carro forte", mas meu interesse está passando a ser direcionado não só a estes personagens e sim ao mundo das estórias em quadrinhos pois tenho encontrado temas em outras produções muito significativas e ricas para a conquista de meus objetivos planejados. Penso com este projeto obter subsídios para desenvolver meu trabalho de conclusão dentro da temática de "Como as estórias em quadrinhos podem ser úteis no desenvolvimento infantil". Sei que este enfoque ainda pode ser retificado na intenção de melhorar ainda mais minhas reflexões, por este motivo não posso apenas usar um único padrão como instrumento de recursos. Na continuação da minha prática terei a oportunidade de avaliar melhor estas minhas considerações.
Tuesday, April 13, 2010
FOI DADA A PARTIDAAAAAAAAAA!!!!!!
Estamos começando hoje o estágio nas escolas. Período de justificar nossos aprendizados e de por em prática com nossos alunos diariamente nossas criatividades e habilidades que penso forma qualificadas. é aumentou em muito nossas responsabilidades e isto me assusta um pouco. Penso que não somente a mim pois este período deve estar gerando em todas situações de nervosismo, insegurança e de certa forma incompetência. Sabemos do que somos capaz mas o grau de cobrança agora é maior , temos que provar a que viemos e isto para quem já trabalha a mais de 10 anos parece ser desnecessário.Sermos avaliadas neste contexto mais absurdo ainda, mas que fazer...Estamos ai e vamos nos dar muito bem , afinal fomos e seremos formadas pela maior universidade do País, a UFRGS,e disso ninguém pode discutir,somos as melhores e com certeza estas divagações são apenas resultado do inicio de um trabalho diferente mas altamente gratificante . O importante é saber que junto de nós está a melhor equipe, trabalhando, nos orientando , nos dando o norte para neutralizar nossas fragilidades até que nos acostumemos com todo este percurso. Sem medo , com fé em nós e em nossas capacidades vamos sim , seguir em frente, rumo ao sucessooooooooooooooo.
Estamos começando hoje o estágio nas escolas. Período de justificar nossos aprendizados e de por em prática com nossos alunos diariamente nossas criatividades e habilidades que penso forma qualificadas. é aumentou em muito nossas responsabilidades e isto me assusta um pouco. Penso que não somente a mim pois este período deve estar gerando em todas situações de nervosismo, insegurança e de certa forma incompetência. Sabemos do que somos capaz mas o grau de cobrança agora é maior , temos que provar a que viemos e isto para quem já trabalha a mais de 10 anos parece ser desnecessário.Sermos avaliadas neste contexto mais absurdo ainda, mas que fazer...Estamos ai e vamos nos dar muito bem , afinal fomos e seremos formadas pela maior universidade do País, a UFRGS,e disso ninguém pode discutir,somos as melhores e com certeza estas divagações são apenas resultado do inicio de um trabalho diferente mas altamente gratificante . O importante é saber que junto de nós está a melhor equipe, trabalhando, nos orientando , nos dando o norte para neutralizar nossas fragilidades até que nos acostumemos com todo este percurso. Sem medo , com fé em nós e em nossas capacidades vamos sim , seguir em frente, rumo ao sucessooooooooooooooo.
Saturday, April 03, 2010
MINHA ESCOLAEsta é a escola que trabalho há 12 anos. Neste tempo vi ela crescer e se qualificar tanto em espaço físico como pedagógicamente. A comunidade igualmente evoluiu. Logo que cheguei pude perceber que se tratavam de
pessoas muito pobres com múltiplas necessidades, inocentes muitas vezes, colocavam a escola como sendo o ponto principal de orientação não só de alunos como também de apoio e esclarecimento de todos. Lembro que inclusive o telefone ficava sempre fora da direção para livre uso de toda a comunidade. Os alunos ainda vinham carregados de fantasias e atitudes proprias da idade, sonhos, mistérios e traziam incrustados nas suas atitudes e posturas, inibições e reflexos do ambiente que viviam. Por causa da ignorãncia humana convivíamos muitas vezes com situações absurdas, que nos dias de hoje podem até existir mas diminuiram muito. Esta caminhada mostra a evolução de uma comunidade que de modo geral melhorou, evoluiu e foi á luta. Ainda falta muito a ser feito, muitos são os problemas, como em todos os lugares, mas a escola continua sendo para eles um ponto importante de partida.
8º SEMESTRE
Como passou rápido, parece que começamos a tão pouco e já estamos na etapa final desta graduação. Pode parecer fácil mas penso que seja uma etapa muito decisiva e com um graou de complexidade aimda maior pois iremos realizar nosso estágio onde colocaremos em prática todos nossos conhecimentos adquiridos. Falar assim parece tão simples afinal passamos por todas as etapas e conseguimos supera-las. É lógico que tenhamos incorporado toda estas bagagens. O que me deixa mais ansiosa é saber que o nosso palco de atuação mudou para uma sala com mais de 20 alunos distintos . Durante nosso curso este espaço esteve presente junto de atividades específicas, projetos desenvolvidos e com as nossas qualificações dentro da nossa prática a partir do que vinhamos aprendendo, mas agora serão 180 horas seguidas de diálogo, trocas e práticas dentro das nossas teorias e conhecimentos digitais. Nada disto me deixa tão mais ansiosa que a escolha do foco para a realização desta força tarefa, foco este que penso ser de fundamental importância na construção do meu trabalho final. enquanto não acontece esta definição, mesmo já tendo estimulado a turma na colocação de perguntas e curiosidades que eles definem como sendo significativas, ainda não consegui determinar qual o caminho ideal. Penso que estas minhas divagações só terão definições mais conclusivas com as trocas que espero fazer junto com meus orientadores para poder colocar meus pés no chão o mais rápido possivel e ver,com minha visão interna, todos os caminhos e objetivos que ainda estão flutuantes , em ordem e com o direcionamento necessário para um bom estágio e um bom TCC.
Como passou rápido, parece que começamos a tão pouco e já estamos na etapa final desta graduação. Pode parecer fácil mas penso que seja uma etapa muito decisiva e com um graou de complexidade aimda maior pois iremos realizar nosso estágio onde colocaremos em prática todos nossos conhecimentos adquiridos. Falar assim parece tão simples afinal passamos por todas as etapas e conseguimos supera-las. É lógico que tenhamos incorporado toda estas bagagens. O que me deixa mais ansiosa é saber que o nosso palco de atuação mudou para uma sala com mais de 20 alunos distintos . Durante nosso curso este espaço esteve presente junto de atividades específicas, projetos desenvolvidos e com as nossas qualificações dentro da nossa prática a partir do que vinhamos aprendendo, mas agora serão 180 horas seguidas de diálogo, trocas e práticas dentro das nossas teorias e conhecimentos digitais. Nada disto me deixa tão mais ansiosa que a escolha do foco para a realização desta força tarefa, foco este que penso ser de fundamental importância na construção do meu trabalho final. enquanto não acontece esta definição, mesmo já tendo estimulado a turma na colocação de perguntas e curiosidades que eles definem como sendo significativas, ainda não consegui determinar qual o caminho ideal. Penso que estas minhas divagações só terão definições mais conclusivas com as trocas que espero fazer junto com meus orientadores para poder colocar meus pés no chão o mais rápido possivel e ver,com minha visão interna, todos os caminhos e objetivos que ainda estão flutuantes , em ordem e com o direcionamento necessário para um bom estágio e um bom TCC.
Sunday, November 15, 2009

Pesquisa de campo
Realizar esta atividade que a interdisciplina do EJA nos colocou foi bem interessante dado a várias especificidades. uma delas foi realizá-la em grupo.Sempre que nos é pedido trabalhos em grupo ficamos um pouco preocupadas , pois sendo todas as nossas combinações realizadas a distâncias isto leva tempo.Mas o grupo que formamos tem sido nota dez. Conseguimos combinar tanto nos comentários , nas nossas conversas on line como no nosso diário de bordo. As entrevistas que fiz na escola que trabalho foi muito significativa pois entrevistei os pais de meus alunos que estudam no EJA e oportunizando uma sala tranquila para a realização obtive respostas das pessoas que atendi individualemnet e que desta forma se sentiam tranquilas ao responder.
Outra situação em que me senti desafiada nesta interdisciplina foi na construção do poster. Foi um desafio, pois estava ainda com múltiplas dificuldades técnicas e mesmo assim não esmoreci, consegui organizar e mandar para a apreciação do grupo.
Eu achei que ficou muito bom.
Tuesday, October 20, 2009
Atividades práticas
Durante todo tempo das nossa graduação estivemos colocando dentro da nossa prática os novos conhecimentos. Estes tipos de integração é fundamental para sentirmos na nossa realidade, o retorno que podemos ter com o desenvolvimento conquistado. Muitas destas atividades foram responsáveis por mudanças de olhar , de manejo e de planejamento nas nossas aulas, posso citar as atividade de Etnias que se tornou significativa tanto para mim como para alunos e pais.
Este semestre não poderia ser diferente. Temos muitos textos para ler mas a maioria deles são excelentes . Não sei se é por estarmos mais qualificados e eles começam a fazer mais rapidamente sentido ou se os assuntos tratados estão latentes na nossa prática diária como é o caso de " Tem um Montro no meio da história" de Gurgel. Entender a forma como se processa a mente infantil e saber analizar a partir de suas contagens de histórias é muito importante. Sair a campo para trazer documentada uma destas contruções foi muito melhor ainda. Realizei com três alunos do Jardim nível B e me diverti muito escutando e escrevendo suas produções. Eles são demaisssssss.
Mas hoje , emocionada por estes acontecimentos, resolvi trazer para meu Blog a contagem de uma "menina", estudante do EJA da minha escola com 46 anos :
Alda Galvão da Silva
46 anos
aluna da T11
Aprendeu a ler mais com Testemunhas de Jeová
Um final de semana de Alda
Eu trabalho na sexta -feira, pego livros para cantar hinos que eu gosto,até os livros das crianças ,fico em casa.Estive quase desistindio , mas a professora disse para eu não eu não desistisse de estudar.
A professora Jaci lá de fora era muito ruim, agora ela se aposentou.
Eu cozinho , pouco estou só eu em casa. Eu nunca fico parada. meus filhos são iguais quando são convidados para almoçar
Durante todo tempo das nossa graduação estivemos colocando dentro da nossa prática os novos conhecimentos. Estes tipos de integração é fundamental para sentirmos na nossa realidade, o retorno que podemos ter com o desenvolvimento conquistado. Muitas destas atividades foram responsáveis por mudanças de olhar , de manejo e de planejamento nas nossas aulas, posso citar as atividade de Etnias que se tornou significativa tanto para mim como para alunos e pais.
Este semestre não poderia ser diferente. Temos muitos textos para ler mas a maioria deles são excelentes . Não sei se é por estarmos mais qualificados e eles começam a fazer mais rapidamente sentido ou se os assuntos tratados estão latentes na nossa prática diária como é o caso de " Tem um Montro no meio da história" de Gurgel. Entender a forma como se processa a mente infantil e saber analizar a partir de suas contagens de histórias é muito importante. Sair a campo para trazer documentada uma destas contruções foi muito melhor ainda. Realizei com três alunos do Jardim nível B e me diverti muito escutando e escrevendo suas produções. Eles são demaisssssss.
Mas hoje , emocionada por estes acontecimentos, resolvi trazer para meu Blog a contagem de uma "menina", estudante do EJA da minha escola com 46 anos :
Alda Galvão da Silva
46 anos
aluna da T11
Aprendeu a ler mais com Testemunhas de Jeová
Um final de semana de Alda
Eu trabalho na sexta -feira, pego livros para cantar hinos que eu gosto,até os livros das crianças ,fico em casa.Estive quase desistindio , mas a professora disse para eu não eu não desistisse de estudar.
A professora Jaci lá de fora era muito ruim, agora ela se aposentou.
Eu cozinho , pouco estou só eu em casa. Eu nunca fico parada. meus filhos são iguais quando são convidados para almoçar
Sunday, October 11, 2009

Prática docente no EJA
Bem depois de realizar a leitura dos textos me puz a pensar nas minhas vivências em torno da alfabetização de adultos.Lembro que minha tia, que aliás postei no meu blog no inicio deste curso, não sabia ler nem escrever, mal conseguia fazer o seu nome, mas contava estórias como poucos. sempre que falava alguma coisa de forma errada gostava de ser corrigida pois dizia que sempre era hora para se aprender alguma coisa. Era uma pessoa muito aberta ao novo o que nos dava abertura para ensiná-la tudo que considerávamos importante. Atualmente tenho de forma alternada o convívio de um primo, capataz de fazeda, com mais de 60 anos, letrado pela vida , consegue apenas identificar algumas letras do alfabeto. Muitas das minhas intervenções na conquista de sua alfabetização se tornaram infundadas pois ele é um nômade, quando penso que vai ficar já está indo embora para outro estado a trabalho. Analisando estes dois e as minhas modestas intervenções e mesmo com algumas tentativas de reforço com outras pessoas mais velhas tenho observado que avaliar e conhecer bem a pessoa com que vamos trabalhar é fundamental, identificar seus interesses, suas vivências , suas limitações é antes de mais nada a base para a construção da nossa interação e integração no espaço de mundo destes indivíduos e sem o qual não conseguiremso criar subsídios de atuação metodológica para ajudar na aquisição da escrita e leitura. Conhecer suas limitações e a maneira como ele contrói e desenvolve suas contruções nos serve de suporte para nossas mediações para que toda esta magia seja conquistada, precisamos antes de mais nada gostar muito do que fazemos , sermos eternos pesquisadores e fundamentalmente inclusos neste grupo que queremos desenvolver. Como Freire mesmo salienta , é muito importante desenvolvermos a visão que eles tem de mundo a partir dos seus olhares da realidade que vivenciam.
Bem depois de realizar a leitura dos textos me puz a pensar nas minhas vivências em torno da alfabetização de adultos.Lembro que minha tia, que aliás postei no meu blog no inicio deste curso, não sabia ler nem escrever, mal conseguia fazer o seu nome, mas contava estórias como poucos. sempre que falava alguma coisa de forma errada gostava de ser corrigida pois dizia que sempre era hora para se aprender alguma coisa. Era uma pessoa muito aberta ao novo o que nos dava abertura para ensiná-la tudo que considerávamos importante. Atualmente tenho de forma alternada o convívio de um primo, capataz de fazeda, com mais de 60 anos, letrado pela vida , consegue apenas identificar algumas letras do alfabeto. Muitas das minhas intervenções na conquista de sua alfabetização se tornaram infundadas pois ele é um nômade, quando penso que vai ficar já está indo embora para outro estado a trabalho. Analisando estes dois e as minhas modestas intervenções e mesmo com algumas tentativas de reforço com outras pessoas mais velhas tenho observado que avaliar e conhecer bem a pessoa com que vamos trabalhar é fundamental, identificar seus interesses, suas vivências , suas limitações é antes de mais nada a base para a construção da nossa interação e integração no espaço de mundo destes indivíduos e sem o qual não conseguiremso criar subsídios de atuação metodológica para ajudar na aquisição da escrita e leitura. Conhecer suas limitações e a maneira como ele contrói e desenvolve suas contruções nos serve de suporte para nossas mediações para que toda esta magia seja conquistada, precisamos antes de mais nada gostar muito do que fazemos , sermos eternos pesquisadores e fundamentalmente inclusos neste grupo que queremos desenvolver. Como Freire mesmo salienta , é muito importante desenvolvermos a visão que eles tem de mundo a partir dos seus olhares da realidade que vivenciam.

CONTAGEM DE ESTÓRIAS
O texto de Gurgel: " Tem um monstro no meio da história" pude analizar melhor a maneira significativa que nossas crianças desenvolvem oralmente suas histórias.Este processo acontece mesmo antes de a criança falar, ela escuta as estórias contadas e vai armazenando dados que organizam seu repertório de imagens , nomes e roteiros de ações que irá usar mais tarde. A fala para elas é um progresso importante pois com ela poderá verbalizar a seu modo estas produções de acordo com suas interpretações organizando uma possível narrativa." O pensar não se estrutura internamente, mas no momento da fala", como diz Maria Virginia Gastaldi.
Nas suas narrativas muitas vezes misturam a realidade na ficção o que é muito normal.
Para efetivação deste tema nos foi pedido uma atividade que confesso achei muito interessante. Deveríamos procurar uma criança não alfabetizada e pedir para que nos contasse uma história.
Procurei nas turnas de jardim da minha escola por esta criança. Quando lá cheguei eles estavam na rodinha , momento este de contagem de histórias ou de conversa coletiva sobre algum tema considerado importante. Conversei rapidamente com minha colega sobre meus motivos da minha presença e ela prontamente perguntou para o grupo quem queria contar uma estória para o grupo, atendendo a meu pedido. Muitos se manifestaram e os que contaram fizeram muito bem , mas encontrei histórias bem desenvolvidas e sem nenhuma mistura de fatos imagináveis, era histórias bem conhecidas e conclui que estas já deveriam estar bem decoradas. Me dirigi para outra sala de jardim nivel A e pedi a colega que lá estava para convidar um dos seus alunos para realizar esta contagem fora da sala . Saindo pra o pátiocom o aluno escolhido conversei primeiro com ele para deixá-lo tranquilo e depois perguntei se ele sabia cntar histórias, que podia ser qualquer uma , até sobre coisas que ele tenha feito , do seu final de semana , enfim...
Ele disse que adorava contar histórias e me disse uma bem interessante. Vou colocar aqui de forma resumida . Ele colocava que tinha muito medo de ficar sozinho na casa dele por que seu pai tinha morrido e sua mãe dizia que ele estava ainda ali. Que ele estava no armário e as vezes encostado na porta. disse também que não tinha medo só disso, mas que não se sentia bem na rua por que o sol o perseguia, onde ele ia o sol ia atrás e á noite as estrelas e a lua faziam o mesmo. Colocou que não era somente ele que pensava assim , que seu amigo, colega da sala, também sentia o mesmo. Disse também que queria saber por que eles o perseguiam e que quando caminhava anda rápido e não gostava de olhar para trás.
Com toda este material e preocupada com os dados obtidos , conversei com minha colega para que faça uso da maneira que achar conveniente pois acho que estes medos naturais também nesta idade , são um bom tema para ser desenvolvidos com sua turma e desta forma esclarecer e minimizar este sentimento real .
Currículo Integrado
Estes termos como "Interdisciplinariedade", "educação global", "centro de interesses","metodogolia de projetos" e "globarização" são bastante novos.
Eu mesma quando fiz o Magistério e meu estágio era todo com base e aplicação
de centro de interesses. Lembro que quando fiz meu ensino fundamental as coisas não eram bem assim, a educação era baseada em conteúdos fixos , nas escolas apalavra de ordem era disciplina forte e decoreba. Muito poucos professores se esmeravam em explicações, tínhamos que estudar muito em casa para poder alcançar nossos objetivos ou dos pais, que consideravam muitas vezes que não aprendíamos porque não nos dedicavamos, e que a escola estava sempre certa. Não era meu caso pois meu pai sempre esteve presente tentando explicar o melhor que podia tudo que eu não conseguia. Tenho inclusive um livro bem antigo que guardo com todo o carinho desta época. Este livro era de " Aritmética" que ele usou quando estudava para o concurso do Banrisul, eu nem pensava ainda em existir.Os números todos decimais pois o dinheiro da época eram réis. Foi com este mateial que aprendi porcentagem , regra de três tanto simples como composta, imaginem....e ele nas minhas pegadas me explicandoe exigindo que eu lesse e tentasse entender, ou seja interpretar.Ele era um auto didata, comum para os que precisavam e tinham muita força de vontade na época pois as escolas não facilitavam em nada. Nos dias de hoje eu diria que meu pai teria realizado sua formação no EJA , mas como esta situação aconteceu entre 1936 e 1938 ele tinha mesmo era que lutar sozinho. A saida era estudar , mas o ensino como sempre oscila conforme os interesses do governo e este pensa e age em acordo como mercado , por tanto as escolas ensinavam para atender as necessidades do mercado também.
Não lembro de algum dia sentar em círculo ou em duplas no ensino funamental, sempre sentávamos enfileirados e algumas vezes pude perceber a classe fixa no chão. Quando o professor entrava em sala e quando saia todos levantavam , o mesmo acontecia quando chegava alguém na sala de aula e em coro falávamos:" Bom dia" . Com os anos passando pude perceber que começava a acontecer algumas flexibilidades, naõ mais exigiam tanto que decorássemos pontos de histórias, capitais brasileiras . Já podíamos perguntar e erámos atendidos, professores começavam a usar outros recuros visuais nas aulas e existia uma que até se caracterizava de personagens históricos para facilitar nossa memorização.Com a introdução da "matemática moderna começei a gostar da área lógica e a entende-la. lembro que mesmo assim muitos "rodavam" e com o tempo até desistiam deixando para depois retomarem os estudos com o famoso " artigo 99"( hoje chamamos de exclusão).
Com esta divagação que este conteúdo e os textos que li me levaram a realizar,pude perceber através das memórias contadas pelo meu pai e as minhas lembranças vividas os avanços que a educação passou. Hoje temos escolas priorizando habilidades, baseadas na democracia, com currículos integrados, respeitando as diferenças , minimizando as exclusões e integrando socialmente tornando desta forma efetiva a cidadania .
Estes termos como "Interdisciplinariedade", "educação global", "centro de interesses","metodogolia de projetos" e "globarização" são bastante novos.
Eu mesma quando fiz o Magistério e meu estágio era todo com base e aplicação
de centro de interesses. Lembro que quando fiz meu ensino fundamental as coisas não eram bem assim, a educação era baseada em conteúdos fixos , nas escolas apalavra de ordem era disciplina forte e decoreba. Muito poucos professores se esmeravam em explicações, tínhamos que estudar muito em casa para poder alcançar nossos objetivos ou dos pais, que consideravam muitas vezes que não aprendíamos porque não nos dedicavamos, e que a escola estava sempre certa. Não era meu caso pois meu pai sempre esteve presente tentando explicar o melhor que podia tudo que eu não conseguia. Tenho inclusive um livro bem antigo que guardo com todo o carinho desta época. Este livro era de " Aritmética" que ele usou quando estudava para o concurso do Banrisul, eu nem pensava ainda em existir.Os números todos decimais pois o dinheiro da época eram réis. Foi com este mateial que aprendi porcentagem , regra de três tanto simples como composta, imaginem....e ele nas minhas pegadas me explicandoe exigindo que eu lesse e tentasse entender, ou seja interpretar.Ele era um auto didata, comum para os que precisavam e tinham muita força de vontade na época pois as escolas não facilitavam em nada. Nos dias de hoje eu diria que meu pai teria realizado sua formação no EJA , mas como esta situação aconteceu entre 1936 e 1938 ele tinha mesmo era que lutar sozinho. A saida era estudar , mas o ensino como sempre oscila conforme os interesses do governo e este pensa e age em acordo como mercado , por tanto as escolas ensinavam para atender as necessidades do mercado também.
Não lembro de algum dia sentar em círculo ou em duplas no ensino funamental, sempre sentávamos enfileirados e algumas vezes pude perceber a classe fixa no chão. Quando o professor entrava em sala e quando saia todos levantavam , o mesmo acontecia quando chegava alguém na sala de aula e em coro falávamos:" Bom dia" . Com os anos passando pude perceber que começava a acontecer algumas flexibilidades, naõ mais exigiam tanto que decorássemos pontos de histórias, capitais brasileiras . Já podíamos perguntar e erámos atendidos, professores começavam a usar outros recuros visuais nas aulas e existia uma que até se caracterizava de personagens históricos para facilitar nossa memorização.Com a introdução da "matemática moderna começei a gostar da área lógica e a entende-la. lembro que mesmo assim muitos "rodavam" e com o tempo até desistiam deixando para depois retomarem os estudos com o famoso " artigo 99"( hoje chamamos de exclusão).
Com esta divagação que este conteúdo e os textos que li me levaram a realizar,pude perceber através das memórias contadas pelo meu pai e as minhas lembranças vividas os avanços que a educação passou. Hoje temos escolas priorizando habilidades, baseadas na democracia, com currículos integrados, respeitando as diferenças , minimizando as exclusões e integrando socialmente tornando desta forma efetiva a cidadania .

DE QUEM É ESTE LIXINHOOOOO????????
Em uma das aulas presenciais do Seminário Integrador nos foi indicado a realização de uma atividade muito interessante. Devíamos, em grupo de quatro pessoas, analisar um "lixo" e criar hipóteses sobre o perfil de quem deveria tê-lo produzido, destacando as evidências e os indícios que foram encontrados bem como os argumentos que embasam as nossas conclusões. Me senti a própria Skerlock Holmes em meio a um caso investigativo....
Em um primeiro momento, eu e minhas outras colegas fomos retirando os objetos do saco de lixo. Eram revistas e jornais com artigos de decoração,bijuterias, tic-tac, caixinha de chicletes, crucifixo, santinhos, notas de restaurantes , de abastecimento, periféricos de computador, de hotel, fita elática, remédios, peças de um quebra-cabeça em fim, canetinha, imãs de geladeira com propaganda de tele entrega.
Durante a socialização de nossas hipóteses nos foi perguntado qual seria a idade da pessoa adulta da casa e confesso não ter percebido nada que indicasse tal dado. Qual foi minha surpresa ao constatar que junto com os medicamentos havia um de reposição hormonal indicando que se tratava de uma mulher em fase de climatério, portanto uma pessoa madura.
Se quizerem ver a atividade como ficou está publicada no endereço abaixo:
Aprendemos que nossas hipóteses construídas somente puderam ser bem argumentadas apartir de nossos conhecimentos prévios tanto que os objetos que não conheciamos fomos pesquisar para saber que eles significavam e qual seu uso para concluir a tarefa.
Monday, September 28, 2009
Alfabetização
Não poderia ser diferente no passado, a alfabetização baseava-se na formação de trabalhadores com leitura funcional e habilidades de escrita desta forma atenderia os interesses políticos influenciados pelas empresas para atender o mercado de trabalho. Muitos teóricos como Gramasci, considerado por Paulo Freire como sendo muito radical para a época histórica, a alfabetização era importante para desenvolver o pensamento crítico e desenvolver a democracia no combate a dominação atuante dando voz tanto para dar forma a sociedade como pra governá-la. Paulo Freire proporcionou com sua obra um do poucos modelos práticos e emancipadores. Ele faz uma abordagem que considera fundamental sobre alfabetização dos seres humanos a partir de suas leituras de mundo vinculadas a uma linguagem e ação transformadora, formando pessoas críticas e autônomas e livres.
A alfabetização de Paulo Freire vai além da leitura e escrita crítica, é também uma construção interna onde se desenvolve a capacidade de análise não só de suas experiências, mas também as maneiras como as constrói socialmente, seu empowerment individual e social.
A obra de Paulo Freire mudou os rumos das metodologias e posturas aplicadas.
Dentro da minha prática percebo a diferença que se encontra no trabalho executado a partir das vivências dos alunos, de suas problemáticas e seus conhecimentos prévios. Não se aceita mais um trabalho pedagógico que não seja desenvolvido baseado na autonomia dos alunos onde o professor é um mediador, provocador de desafios e de estímulos mentais. Juntos constroem o conhecimento respeitando as diversidades culturais e sociais normais em turmas heterogenias como temos sempre.
È muito normal durante um trabalho aparecer falas dos alunos sobre palavras construídas no ambiente familiar como tauba e proprema. Temos que ter cuidado na intervenção destas construções, nos prepararmos para provocar neles a motivação necessária para desconstruir, organizar e construir novamente a palavra corretamente. Este tipo de mediação leva tempo e habilidade, pois o que não queremos é deixa-lo intimidado com seu erro, e assim não desejar mais errar, tão importante para o aprendizado.
Não poderia ser diferente no passado, a alfabetização baseava-se na formação de trabalhadores com leitura funcional e habilidades de escrita desta forma atenderia os interesses políticos influenciados pelas empresas para atender o mercado de trabalho. Muitos teóricos como Gramasci, considerado por Paulo Freire como sendo muito radical para a época histórica, a alfabetização era importante para desenvolver o pensamento crítico e desenvolver a democracia no combate a dominação atuante dando voz tanto para dar forma a sociedade como pra governá-la. Paulo Freire proporcionou com sua obra um do poucos modelos práticos e emancipadores. Ele faz uma abordagem que considera fundamental sobre alfabetização dos seres humanos a partir de suas leituras de mundo vinculadas a uma linguagem e ação transformadora, formando pessoas críticas e autônomas e livres.
A alfabetização de Paulo Freire vai além da leitura e escrita crítica, é também uma construção interna onde se desenvolve a capacidade de análise não só de suas experiências, mas também as maneiras como as constrói socialmente, seu empowerment individual e social.
A obra de Paulo Freire mudou os rumos das metodologias e posturas aplicadas.
Dentro da minha prática percebo a diferença que se encontra no trabalho executado a partir das vivências dos alunos, de suas problemáticas e seus conhecimentos prévios. Não se aceita mais um trabalho pedagógico que não seja desenvolvido baseado na autonomia dos alunos onde o professor é um mediador, provocador de desafios e de estímulos mentais. Juntos constroem o conhecimento respeitando as diversidades culturais e sociais normais em turmas heterogenias como temos sempre.
È muito normal durante um trabalho aparecer falas dos alunos sobre palavras construídas no ambiente familiar como tauba e proprema. Temos que ter cuidado na intervenção destas construções, nos prepararmos para provocar neles a motivação necessária para desconstruir, organizar e construir novamente a palavra corretamente. Este tipo de mediação leva tempo e habilidade, pois o que não queremos é deixa-lo intimidado com seu erro, e assim não desejar mais errar, tão importante para o aprendizado.
Reflexões sobre o ensino
O texto que li sobre este contexto me fez voltar ao passado e refletir sobre minhas lembranças quando estava no ensino fundamental. Bastante rígido sem abertura para contestações e argumentações. Professores rígidos e autoritários, senhores do saber combinavam perfeitamente com a escola que possuía regimentos igualmente rígidos e pontuais. Não se tinha a preocupação de muitas explicações era assim e pronto, nós que aceitássemos e fossemos memorizar em casa, alias coisa que se fazia muito, estudar em casa. As famílias aceitavam estes tipos de metodologias e não questionavam a culpa por não aprendizagem sempre recaia para o aluno. Era um ensino classificatório onde os que apresentavam maiores dificuldades de aprendizagem ficavam á margem ocasionando em múltiplas repetências. Nos dias de hoje ainda ouço colegas comentando sobre esta época onde colocam que se “aprendia mesmo”, que “nos dias de hoje as coisas são muito soltas”, pessoas que não conseguem observar a grande população que ficou fora da escola durante muito tempo, que precisou recorrer os Supletivos para retomar seus estudos ou atualmente o EJA. Pessoas que naquela época conseguiam, mesmo com menos conhecimentos, ingressarem no mercado de trabalho, mas nos dias de hoje a coisa complica. Como o autor cita: “Cada modelo de produção e distribuição requer pessoas com determinadas capacidades, conhecimentos, habilidades e valores, sobre isto os sistemas educacionais tem muito a dizer’.Nos dias de hoje com as telecomunicações, “o desenvolvimento e propagação das tecnologias da informação possibilitam que uma pessoa possa ser responsável pelo manejo de várias máquinas, várias frentes de trabalho, várias funções ao contrário do antigo fordista, hoje os trabalhadores gozam de autonomia, organizam grupos de trabalho e o mais moderno ainda trabalham em rede . Toda esta realidade adquire sentido se considerarmos a interdependência entre a esfera econômica e a educacional. Poucas vezes foi tão urgente a aposta em uma educação verdadeiramente comprometida com valores de democracia, solidariedade e crítica.
O texto que li sobre este contexto me fez voltar ao passado e refletir sobre minhas lembranças quando estava no ensino fundamental. Bastante rígido sem abertura para contestações e argumentações. Professores rígidos e autoritários, senhores do saber combinavam perfeitamente com a escola que possuía regimentos igualmente rígidos e pontuais. Não se tinha a preocupação de muitas explicações era assim e pronto, nós que aceitássemos e fossemos memorizar em casa, alias coisa que se fazia muito, estudar em casa. As famílias aceitavam estes tipos de metodologias e não questionavam a culpa por não aprendizagem sempre recaia para o aluno. Era um ensino classificatório onde os que apresentavam maiores dificuldades de aprendizagem ficavam á margem ocasionando em múltiplas repetências. Nos dias de hoje ainda ouço colegas comentando sobre esta época onde colocam que se “aprendia mesmo”, que “nos dias de hoje as coisas são muito soltas”, pessoas que não conseguem observar a grande população que ficou fora da escola durante muito tempo, que precisou recorrer os Supletivos para retomar seus estudos ou atualmente o EJA. Pessoas que naquela época conseguiam, mesmo com menos conhecimentos, ingressarem no mercado de trabalho, mas nos dias de hoje a coisa complica. Como o autor cita: “Cada modelo de produção e distribuição requer pessoas com determinadas capacidades, conhecimentos, habilidades e valores, sobre isto os sistemas educacionais tem muito a dizer’.Nos dias de hoje com as telecomunicações, “o desenvolvimento e propagação das tecnologias da informação possibilitam que uma pessoa possa ser responsável pelo manejo de várias máquinas, várias frentes de trabalho, várias funções ao contrário do antigo fordista, hoje os trabalhadores gozam de autonomia, organizam grupos de trabalho e o mais moderno ainda trabalham em rede . Toda esta realidade adquire sentido se considerarmos a interdependência entre a esfera econômica e a educacional. Poucas vezes foi tão urgente a aposta em uma educação verdadeiramente comprometida com valores de democracia, solidariedade e crítica.
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