Monday, October 25, 2010

EIXOII

Relendo minhas postagens neste período pude observar que muitas das minhas colocações estavam focando meus sentimentos e releituras frente ao que estavamos estudando. São postagens sem muita teoria mas ricas em vivências.
No inicio do semestre coloquei a minha leitura sobre o filme" Encouraçado Potemkin". Esta película nos foi oferecida pelo Seminário que sabiamente nos fez refletir sobre as formas de ver e de analisar dados que nem sempre estão claros e que muitas vezes temos pressa nas suas conclusões. Diariamente temos muitas analises para serem realizadas mas temos que desenvolver habilidades para este trabalho e sensibilidade para de todas as informações dadas separar as mais significativas , pois assim como no filme , não podemos nos deixar levar apenas pelas emoções e desenvolver nossas "visões " para as situações relevantes que estão muitas vezes no entorno.
Na minha prática estas construções foram muito significativas pois me ensinaram a "ver" o meu entorno de forma mais cuidadosa e menos rapidamente, não chegando a conclusões precipitadas nas valiações realizadas no meu cotidiano.
Uma atividade que fizemos algum tempo depois me fez lembrar destes enfoques, quando trabalhamos com " que lixinho é este" que apresentava muitas "pistas" ou seja evidências, de quem poderia ter produzido tal material. Foi tão importante esta atividade que em sala realizei com os alunos e a motivação para a execução foi imensa , os meus objetivos , lembro, foram alcançados , pois pude perceber que eles, assim como eu em um primeiro momento, deixaram de perceber pequenos detalhes importantes e que depois no momento de colocar para o grupo em geral puderam perceber e aprender a ser mais detalhistas e obsevadores em suas atuações diárias.

Tuesday, October 19, 2010

EIXO I



Falar em Émile Durkheim é muito mais do que rever o passado, é analisar suas palavras no presente depois de quatro anos de caminhada e de muitas outras aprendizages realizadas e costatar que vivemos apostando em utopias no que se refere aoa sonhos na educação. Mas também como viver sem estes sonhos? Durkbeim coloca em seu texto que a educação em um sentido amplo designa as influências que outros homens ou em seu conjunto, realiza a natureza.
A relidade que vivenciamos e interagimos muitas vezes é causadora de não chegarmos á perfeição que aspiramos realizar. Stuart Mill nos diz que ela compreende "tudo aquilo que fazemos por nós mesmos, e tudo aquilo que os outros intentam fazer a fim de aproximar-nos da perfeição de nossa natureza", comprovando desta forma os esforços e o quanto acreditamos no que investimos e no que sonhamos. muitas coisas colaboram para que o caminho muitas vezes seja diferente dos nossos planos, a realidade dos alunos, o ambiente em que vivem , suas construções anteriores as quais vamos interagir através das problemáticas e reflexões propostas com a intenção de provocar o desenvolvimento e aprendizagens.
Kant também se manifesta a cerca da educação quando diz que a educação deve desenvolver na pessoa toda a perfeição que seja capaz. Mas como somos seres imperfeitos e como saber em que termos de perfeição é o aceito por todos? Acredito que se analisarem estas afirmações podemos decifrá-las em desenvolvimentos gradativos a cada faixa etária e que provoque no indivíduo a aprendizagem máxima que consiga atingir dentro de suas capacidades. desta forma sim podemos dizer que é uma proposta possível apesar de ser um parâmetro bem complicado de ser medido.
Tenho percebdo que os alunos apresentam maiores comprometimentos em suas aprendizagens e que muitas são as causas para estes acontecimentos. Um, que considero extremamente significativo, se refere á ausência familiar em suas vidas e nas suas conquistas. A cada dia se torna mais raro a presença efetiva dos responsáveis no ambiente escolar, que deixam muito sas suas responsabilidades aos cuidados da escola no que se refer a limites, valores e socialização.
a visão de mundo ainda é muito egocêntrica, independente da idade, necessitando de muita intervenção pra se reestruturar novos conceitos e mudanças comportamentais.
A comunidade que atuo não é diferente do que relatei.Para mudar esta situação tentei comecei há alguns anos a apostar em um projeto de reintegração de pais ou responsáveis junto ao meu trabalho educativo. No inicio de cada ano letivo , aplico atividade tanto para os alunos como para pais á distância.
No inicio foi quase desesperador.Nos anos seguintes as coisas começaram a mudar. Eles , mesmo levando na brincadeira, começaram a atender as minhas propostas. É claro que estamos falando de uma pequena amostragem mas que influênciou a aprendizagem de todos, comprovando que este é um dos "cânceres " da nossa educação.
outro fato é o aumento da viôlencia nas escolas. Os alunos só conseguem resolver seus conflitos com brigas, refletindo o ambiente em que vivem.Tentar mudar estes comportamentos exige da gente muita informação, relfexão e conhecimento sobre a realidade existente e sobre alternativas de interações apropriadas para estes casos, sobre a maneira que construiram seus valores.
É ser professor, nos dias de hoje, conjuga ser muitas pessoas ao mesmo tempo: mãe, pai , amigo , educador, disciplinador, etc. Mesmo com tudo isto posso dizer que "vale á pena se a alma não é pequena".Na realidade temos que amar e acreditar nos nossos sonhos. é como a história da "Estrela do mar", bem, mas esta eu conto em outro momento.

Saturday, October 16, 2010

Uma grande procura
EixoI

Quando iniciei minha jornada no "túnel do tempo", uma das interdisciplinas que procurei para referenciar foi a das TIC's porém não encontrei no nosso espaço.Não entendi o por quê, mas mesmo sem ter este suporte a minha memória não irá faltar , pois foi muito importante e inda está sendo um marco em nossas vidas dentro desta graduação.
Muitas de nós, inclusive eu, está desenvolvendo seu TCC tendo como base esta interdisciplina.
Tivemos a honra de temos em nossa companhia a Professora Sílvia Meireles que com toda paciência nos incluiu no ambiente virtual onde muitas de nós não tinhamos o menor conhecimento. Esta cadeira no inicio de nosso curso foi a base para todos outros semestres, pois a apartir dela começamos a mudar nossas leituras sobre as tecnologias, reconhecendo a sua aplicabilidade dentro da educação e valorizar os trabalhos realizados em rede. Lembro o quanto "penei" junto a construção de meu primeiro jornal, que aliás ficou muito bom ,este foi um dos primeiros de muitos desafios que passei e que me serviram de degraus para minha escalada.
Ainda, depois de quatro anos, continuo conversando com a Sílvia através do google Talks, confirmando que não temos neste curso apenas professores, conquistamos amigos.
Gostaria muito de poder colocar aqui uma das minhas repostagens deste jornal porém oRooda guardou tão bem que não encontrei para alegrar meus olhos e nem para ilustrar esta postagem.

Tuesday, October 12, 2010

Refletindo sobre nossa caminhada no PEAD
Eixo I

Voltando ao passado, revendo o que percorri de certa forma dá saudades e me leva de volta a sentimentos e incertezas naturais para a época em que iniciei esta graduação. Desafios a serem enfrentados frente a uma educação á distância , modalidade nova tanto para nós alunas como para a instituição ao qual estamos vinculadas. Confesso que fomos tratadas com carinho e com muita paciência pois teríamos que dar um salto muito grande frente a todas nossas acomodações.
Meu primeiro desafio, bem grande inclusive, foi falar sobre mim mesma, lembro que me foi dito que seria como "me olhar no espelho". Coloco como um grande desafio pois considero muito complicado falar sobre nós, nos conhecer, nos apresentar. A parte fisica pouco importava pois esta já estava estampada nas nossas fotos, mas caracterizar nosso íntimo, nossos pensamentos e visões sobre o mundo e coisas significativas se comparava com a abertura das portas do nosso castelo com Saramago mesmo colocava em seu livro "O conto da ilha desconhecida" , que aliás foi muito saboreado por mim , fazendo com que quizesse descobrir outras portas para abrir e me descobrir , conhecer e aprender, para poder no decorrer da minha vida dizer que consegui aumentar muitas portas e janelas abertas e que sempre estarei disposta a seguir em frente em busca de mais e mais motivos e qualificações para desenvolver minha evolução.

Sunday, September 26, 2010

O último semestre e eu estava sem meu computador.....que horror!!!!!Passei por dias de muita ansiedade e nervosismo, pois sentia os dias passando e eu não podia fazer nada.Esta semana ele chegou arrumadinho e trabalhei como nunca. Embora saiba que esta justificativa não seja suficiente para me redimir de responsabilidades , eu sei o que senti e o quanto foi difícil encontrar soluções, pois juntou tudo: avaliações na escola, fisioterapia todo os dias, sem espaço na escola para o uso do labim, sentia-me com as mãos amarradas.
Bem, agora só quero ficar ansiosa e atrapalhadinha com a construção do meu TCC que aliás já está sendo gerado, daqui a pouco nasce e mostra a que veio.

Thursday, June 24, 2010

Arquiteturas Pedagógicas

Trabalhar com tecnologias com o primeiro ciclo, conforme postagens que já realizei, exigem de nós professores um planejamento bem detalhado e de acordo com a fase de desenvolvimento em que estas crianças se encontram . No meu estágio estou realizando meu projeto usando este tipo de recurso para efetivar suas aprendizagens. Escolhi o espaço do PBWORKS para suas produções e trocas e confesso que mesmo assim no inicio foi difícil, pois eles usavam o espaço informatizado, em anos anteriores, somente de forma lúdica e achavam que o computador era mais um brinquedo. Mudar esta visão e fazê-los se interessar por outras aplicações foi uma caminhada complicada. O que realmente me ajudou foram as reflexões que realizei durante este período de estágio. Nelas tudo que observava era importante,as reações dos alunos, posturas frente a desafios, comportamento em sala, trabalhos desenvolvidos, seus preferencias e interesses, níveis de atenção, momentos de maior concentração, perfil de cada um , suas relações , enfim , refletir sobre os problemas me levaram a encontrar soluções e adequações para seguir em frente com meu projeto. Hoje reconheço que realizar reflexões diárias sobre nossa prática e desempenho, registrar tudo que visualizamos e nossas leituras frente a estes fatos , são importantes recursos de aprendizagens pessoais para nós professores , pois através delas é que encontraremos as soluções para cada caso, minimizando também com isso nossas frustrações e anseios frente as nossas muitas espectativas, muitas vezes conquistadas bem diferentes do que planejamos.

Monday, June 21, 2010

Meu TCC

Estava aqui sentadinha pensando no meu TCC. Não sei nem porque, afinal tenho tanto que me preocupar ainda para conseguir terminar este semestre: Portfólio, Relatório de estágio e Worshop.
Mas deve ser por que estava pensando nos meus alunos e no meu estágio e fico pensando como é rico o ambiente de uma sala de aula . Nela encontramos diferentes assuntos igualmente importantes para realizar um bom TCC. Adoro as Tecnologias , deve ser por isso que as uso todos os anos com meus alunos, tanto da manhã como da tarde, todos os anos. Arquiteturas Pedagógicas, mesmo sem saber desta nomenclatura, já as tinha aplicado a turmas anteriores e pude avaliar o quanto foram significativas, tanto nas trocas entre eles, no sentido de grupo que construiram como em suas aprendizagens. Este ano , para supresa minha, foi bem diferente. Montei uma arquitetura e na prática funcionou de outra forma, aliás ainda está em funcionamento pois meu projeto ainda continua.Mas voltando a minha reflexão anterior, existem dois focos que me chamam a atenção para um trabalho de conclusão. Um deles é: "O uso das Tecnologias nas séries iniciais e influência destes recursos no amadurecimento infantil e nas suas aprendizagens", o outro foco que me chama a atenção é : " Possíveis causas do aumento de ansiedade e agitação infantil ". Esta última vem bem de encontro com o que tenho vivenciado. A cada ano os alunos chegam mais ansiosos, agitados,agressivos, necessitando de muita paciência e calma de nós professores para que consigam assimilar e reconstruir novas posturas e atitudes frente ao grupo que estão e pertencem. Este período é muito importante e significativo para as suas construções, e não pode ser de forma nenhuma esquecido. A criança precisa diminuir estes sentimentos e comportamentos para construir sua caminhada com mais motivação , segurança e alegria. Descobrir quais os fatores que podem estar provocando este aumento tanto no comportamento como no desenvolvimento psicológico destas crianças nestes últimos anos, seria muito bom para nossa mediação com nossos alunos e comunidade.

Sunday, June 20, 2010

Retificando...

Conversando na escola sobre minha última postagem pude observar que não havia ficado clara as idéias que coloquei em pauta. Na realidade trabalhar com projetos é fundamental e é possível em todas as idades. O importante é saber planejar para cada fase do desenvolvimento infantil e possuir objetivos bem claros. Na minha fala eu apenas queria colocar que depois de uma caminhda com as crianças, já tendo realizado uma avaliação prévia de cada um e já estabelecido as relações entre aluno/ professor e aluno /aluno , o projeto começa a ter um desenvolvimento bem significativo. Este período inicial no ano letivo é muito importante tanto para a criança como para o professor. Tenho percebido que a criança leva algum tempo para se acostumar com a nova etapa a vivenciar. Novos amigos, novas relações, novo ambiente e normas . Quem será a professora? Ela é muito brava? Eu vou saber tudo que ela perguntar? Quem são os colegas?Estas e outras perguntas devem pipocar a mente de muitos gerando insegurança , até porque a familia fica falando sempre neste dia bem antes dele acontecer deixando as crianças criarem muitas espectativas.No primeiro dia estão todos como anjinhos, querendo escrever.....parece brincadeira mas é assim mesmo. Nós professores procuramos brincadeiras, dinâmicas, lembrancinhas de boas vindas que eles adoram mas no final sempre perguntam: Não vamos escrever? Esta é uma espectativa plantada, formatada .... aula só é aula se escrever...E assim vai transcorrendo, uns começam quietinhos e aos poucos vão mudando. Os mais espertinhos tem tendência a nos testar e para isto é preciso sermos estáveis nas nossas delimitações. Outros são muito quietos e nos preocupam , enfim cada um com o decorrer do tempo vamos conhecendo e mapeando as limitações de cada um , suas defasagens, seus comprometimentos, onde se salientam , onde podem ser mais desafiados, qual melhor conduta com uns , e outra tipo de atitude com outros. Sem falar da parte cognitiva que em meio a tudo isto e mais um pouco, temos que avaliar e saber dos seus conhecimentos prévios e contruções já realizadas. Com toda esta bagagem de objetivos iniciais é que penso ser bem melhor pdeixar passar estes primeiros momentos para depois organizar com mais propriedade um projeto que junto com a turma faça realmente parte dos seus interesses e curiosidades, e este tipo de trabalho é muito importante para qualquer idade, pois favorece as trocas, estimula a autonomia e a autoria, é motivador, aumenta a auto-estima e todos os envolvidos , inclusive o professor, sempre conquistam algumas aprendizagens.

Sunday, June 06, 2010

Quando realizar projetos?????

Quem me conhece sabe o quanto gosto do que faço e o quanto os desafios me estimulam. Sempre acreditei que a prática educativa deva ser um prazer para quem executa e para quem recebe, por isso comungo com as idéias de Jean Piaget quando afirma que a interação professor e aluno é sumamente importante para a desacomodação, assimilação e acomodação de novos aprendizados.

“Cada relação social constitui, por conseguinte, uma totalidade mesma, produtora de características novas e transformando o individual em sua estrutura mental” (PIAGET, 1973b, p. 35) .

Nossas crianças precisam estar em um ambiente onde se sintam bem , aceitos, onde podem se posicionar sem medo, onde exista diálogo, carinho, segurança e amor. O professor é responsável por estas efetivações e principalmente por contruir vínculos positivos com seus alunos. Alunos que criam este vínculo aprendem mais rápido, respeitam regras, trocam idéias, pensam em grupo. Não podemos desconsiderar seus níveis de desenvolvimento, os mais jovens, por exemplo, são aos nossos olhos naturalmente desorganizados e as vezes egocêntricos, mas nem por isso estas interações deixam de ser importantes para seu desenvolvimento.
Trabalhar com projetos ou quando trabalhar é uma pergunta que muito me fiz a anos atrás. Pensava que trabalhos com projetos só seria interessante e efetivo se fosse organizado para turmas de alunos maiores, onde as habilidades de reflexão, síntese e autoria já estivessem sido bem mais exploradas. Como nos enganamos, graças a Deus! Já fazem alguns anos que trabalho com projetos com todos meus alunos desde os pequeninos até os maiores, e confesso que a cada ano me surpreendo mais com os meus pequenos. São de uma criatividade, de uma naturalidade e motivação que muitas vezes contagia. Contagia não só a mim como a pais , tios , avós que depois de alguma caminhada realizada são os maiores propagandistas do desempenho e do trabalho de suas amadas crianças. Quando começei com este tipo de trabalho pensava somente em provar que o uso de tecnologias poderia ser aplicado ao Iº ciclo de forma pedagógica e não somente lúdica como era usado. Levar aos meus colegas de escola opções de trabalho com esta faixa etária que valorizassem suas construções e mostrassem seus desenvolvimentos. Nunca imaginei que não seriam meus colegas os únicos a serem atingidos por estas evoluções, a comunidade começou a ser também modificada a partir de seus afetos e de suas produções. Nos dias de hoje muitos pais se sacrificam na compra de computadores ou vão a escola usar um. Muitos dos meus alunos continuam se correspondendo por e-mail comigo ou enviando mensagem pelo orkut, gmail ou msn. Como exemplo o email recebido esta semana do Eduardo de 9 anos
Mas para que estas mudanças ocorram é necessário algum tempo, tempo de articulações, de trocas , de adaptações. Ao longo de minha prática tenho percebido que quanto mais jovens forem nossos alunos mais tempo levam para se organizarem , são mais afetivos exigindo muito mais de nós. Penso que trabalhar com projetos em qualquer idade é fundamental mas quando começar este trabalho? Não acho produtivo se for colocado em prática logo no inicio do ano letivo pois para que se obtenha um bom aproveitamento é necessário estabelecer as relações tanto com o professor aluno como entre eles. Este período de adaptação é a base para que se estabeleça vínculo entre os atores e desta forma , como falei no inicio, existirá aprendizagem.

Wednesday, May 26, 2010


Um dia destes , eu e os alunos fomos caminhar pela comunidade para observar o meio ambiente e constatar a veracidade do que eles falaram em sala. Fomos também ao Arroio Mato Grosso que as crianças chamam de "valão" colher material para os nossos estudos ambientais.
Tiramos algumas fotos deste evento que gostaria de compartilhar. Neste dia todos queriam mostrar a ambiente em que vivem e muito alegres caminhavam , pulavam, se movimentavam livremente em meio a toda aquela diversidade e relevo acidentado, na busca de recolher o que havia de melhor para colocar no nosso saco de lixo.Pulavam de uma margem a outra com tanta destreza que me deixavam preocupada , pois poderiam cair na água. Nada aconteceu , preocupação minha, eles estavam muito felizes isto sim.

Wednesday, May 05, 2010

Trabalhar com estórias em quadrinhos, como recurso dentro do meu tema escolhido, tem se mostrado muito gratificante e motivador para as crianças que trabalho. Esta estórinha do Chico Bento, por exemplo, foi gerador de muitas falas importantes dentro deste contexto. Questionados sobre o ambiente em que se desenvolve, eles colocaram que era um lugar sem lixo, com águas límpas. Perguntei como eles podiam afirmar isto, com o qual me responderam que se fosse suja a menina não estaria tomando banho e que era limpa por que a água era clarinha, " Toda a água suja é barrenta, escura" . Perguntei então se toda a água escura é também poluída? Um dos meninos me disse que não , porque na casa dele a água é clarinha e um dia a mãe deles sentiu um cheiro muito forte e foi olhar a caixa d'água. Tinha lá um pessoa morta, que tinha sido colocada lá dentro.A água era clarinha mas estava suja.Falaram também do "valão" que fica pertinho da escola, onde não dá para entrar porque é um depósito de lixo. Tem de tudo lá boiando: sofá velho, cachorro morto, sacos , papéis, chinelos e muito mais.E assim transcorreu esta explosão de vivências e conceitos prévios que aos poucos com minhas interferências forma sendo intigados a novas avaliações no que tange a cor aparente dos rios e sua relação com a poluição.
As crianças quando bem estimuladas expõem suas idéias, baseadas em suas leituras de mundo, de forma natural e livre de preconceito fazendo com que tenhamos com isto um excelente material para desenvolver nosso trabalho e melhores condições de avaliação individual. Realizar mediações baseadas nas suas falas e dentro de um contexto vivido é muito mais efetivo e significativo, sendo assim tem muito mais chance das mudanças tornarem-se permanentes.

Friday, April 23, 2010

Réplica

Respondendo aos comentários recebidos pela minha querida amiga Bia, que o escreve muito bem, gostaria de salientar que minha escrita sobre a minha escola , sa maneira que foi feita apenas reflete minhas reflexões frente ao tempo em que estou atuando neste espaço e as mudanças comportamentais que tenho observado. Quando postei estes pensamentos imaginei estarem claros. É muito bom obter cometários a respeito, pois como relatamos fatos e sentimentos percebidos por nós , nos parece tão natural que sejam interpretados por todos que não nos damos conta das dúvidas que ficam pairando no ar sobre o que colocamos. Em fim, eu os percebia ingênuos pois acreditavam em tudo que se falava, a escola tinha supremacia no que colocava para esta população pois era era detentora do saber, do conhecimento, haja visto no próprio Conselho Escolar os representantes da comunidade ficavam esperando pela votação dos professores e da direção para depois se posicionarem, não possuiam esclarecimentos adequados e nem aos representantes da escola faziam questão de que entendessem , apara efetivar uma votação verdadeiramente participativa. Eles procediam desta forma e saiam tranquilos daquela reunião pois tinham a certeza que a escola iria pender para o lado mais justo e de interesse da comunidade. Nos dias de hoje percebo que muito disto ainda acontece mas as pessoas estão mais esclarecidas e não acreditam em tudo, procuram saber mais antes de votarem , não é qualquer coisa que vem da escola que eles concordam . Já são mais críticos , mais questionadores, ocasionando com isto maior cuidado e respeito dos representantes escolares como a equipe diretiva.
Muitos pais de alunos estudam á noite no EJA na procura de melhores qualificações para o trabalho conquistando também uma visão ampliada de mundo que incorporada a sua vida diária os fez lutar melhpr por seus direitos. Vejo muito mais pais nos dias de hoje na escola discutindo posições tomadas pelo corpo docente com falas mais aprimoradas e com embasamentos bem mais estruturados. Sabem onde procurar suporte para suas questões quando não são bem resolvidas no ambiente escolar, já não aceitam tão prontamente as delimitações impostas quando se sentem lesados nos seus direitos. tenho notado também que são mais criativos nas suas lutas diárias, muitos se profissionalizaram dentro da economia informal , outros já conquistaram melhores posições no mercado de trabalho, as crianças tem apresentado desenvolvimento mental e de fala bem mais desenvolvido que sugere uma formação familiar com bases mais comprometidas com a cultura e com a atualidade. Muito se critica ainda da falta de participação dos responsáveis porém no que tange a educação de seus filhos não tenho o que reclamar pois tenho experenciado outros resutados, penso que seja a maneira como estes chamamentos sejam feitos. No decorrer demais ou menos 4 anos tenho realizado internamente projetos para mapear este comportamento e obtive como retorno quase a totalidade de todos os meus responsáveis. Aliás muitos já me conhecem e torcem para que seus filhos fiquem comigo mesmo sabendo que suas participações, sejam no presencial como á distância, se farão necessárias. No final é muito bom pois tenho como retorno a conquista de amigos parceiros na educação de seus filhos.

Wednesday, April 21, 2010

PROJETO DE ESTÁGIO

Organizar um projeto não é nada difícil depois de tantos que já criei no decorrer destes meus quatro anos de graduação, mas este está sendo um trabalho diferente pois sinto que a medida em vou desenvolvendo tenho a necessidade de ir adequando aos objetivos por mim estipuldos. Como é um planejamento aberto não vejo nada demais fazer as retificações que achar importantes pois o principal está sendo respeitado, sua coluna vertebral ainda está intacta. Iniciei colocando um tema quena realidade era um recuso, agradeço a minha tutora pelas suas observações pois na ansia de redigi-lo e colocar na prática não tinha observado este fato. Hoje já penso em ampliar mais um pouco. Havia focado meu trabalho usando como recurso a Turma da Mônica mas vejo que eles podem continuar sendo o "carro forte", mas meu interesse está passando a ser direcionado não só a estes personagens e sim ao mundo das estórias em quadrinhos pois tenho encontrado temas em outras produções muito significativas e ricas para a conquista de meus objetivos planejados. Penso com este projeto obter subsídios para desenvolver meu trabalho de conclusão dentro da temática de "Como as estórias em quadrinhos podem ser úteis no desenvolvimento infantil". Sei que este enfoque ainda pode ser retificado na intenção de melhorar ainda mais minhas reflexões, por este motivo não posso apenas usar um único padrão como instrumento de recursos. Na continuação da minha prática terei a oportunidade de avaliar melhor estas minhas considerações.

Tuesday, April 13, 2010

FOI DADA A PARTIDAAAAAAAAAA!!!!!!


Estamos começando hoje o estágio nas escolas. Período de justificar nossos aprendizados e de por em prática com nossos alunos diariamente nossas criatividades e habilidades que penso forma qualificadas. é aumentou em muito nossas responsabilidades e isto me assusta um pouco. Penso que não somente a mim pois este período deve estar gerando em todas situações de nervosismo, insegurança e de certa forma incompetência. Sabemos do que somos capaz mas o grau de cobrança agora é maior , temos que provar a que viemos e isto para quem já trabalha a mais de 10 anos parece ser desnecessário.Sermos avaliadas neste contexto mais absurdo ainda, mas que fazer...Estamos ai e vamos nos dar muito bem , afinal fomos e seremos formadas pela maior universidade do País, a UFRGS,e disso ninguém pode discutir,somos as melhores e com certeza estas divagações são apenas resultado do inicio de um trabalho diferente mas altamente gratificante . O importante é saber que junto de nós está a melhor equipe, trabalhando, nos orientando , nos dando o norte para neutralizar nossas fragilidades até que nos acostumemos com todo este percurso. Sem medo , com fé em nós e em nossas capacidades vamos sim , seguir em frente, rumo ao sucessooooooooooooooo.

Saturday, April 03, 2010

MINHA ESCOLA

Esta é a escola que trabalho há 12 anos. Neste tempo vi ela crescer e se qualificar tanto em espaço físico como pedagógicamente. A comunidade igualmente evoluiu. Logo que cheguei pude perceber que se tratavam de
pessoas muito pobres com múltiplas necessidades, inocentes muitas vezes, colocavam a escola como sendo o ponto principal de orientação não só de alunos como também de apoio e esclarecimento de todos. Lembro que inclusive o telefone ficava sempre fora da direção para livre uso de toda a comunidade. Os alunos ainda vinham carregados de fantasias e atitudes proprias da idade, sonhos, mistérios e traziam incrustados nas suas atitudes e posturas, inibições e reflexos do ambiente que viviam. Por causa da ignorãncia humana convivíamos muitas vezes com situações absurdas, que nos dias de hoje podem até existir mas diminuiram muito. Esta caminhada mostra a evolução de uma comunidade que de modo geral melhorou, evoluiu e foi á luta. Ainda falta muito a ser feito, muitos são os problemas, como em todos os lugares, mas a escola continua sendo para eles um ponto importante de partida.
8º SEMESTRE

Como passou rápido, parece que começamos a tão pouco e já estamos na etapa final desta graduação. Pode parecer fácil mas penso que seja uma etapa muito decisiva e com um graou de complexidade aimda maior pois iremos realizar nosso estágio onde colocaremos em prática todos nossos conhecimentos adquiridos. Falar assim parece tão simples afinal passamos por todas as etapas e conseguimos supera-las. É lógico que tenhamos incorporado toda estas bagagens. O que me deixa mais ansiosa é saber que o nosso palco de atuação mudou para uma sala com mais de 20 alunos distintos . Durante nosso curso este espaço esteve presente junto de atividades específicas, projetos desenvolvidos e com as nossas qualificações dentro da nossa prática a partir do que vinhamos aprendendo, mas agora serão 180 horas seguidas de diálogo, trocas e práticas dentro das nossas teorias e conhecimentos digitais. Nada disto me deixa tão mais ansiosa que a escolha do foco para a realização desta força tarefa, foco este que penso ser de fundamental importância na construção do meu trabalho final. enquanto não acontece esta definição, mesmo já tendo estimulado a turma na colocação de perguntas e curiosidades que eles definem como sendo significativas, ainda não consegui determinar qual o caminho ideal. Penso que estas minhas divagações só terão definições mais conclusivas com as trocas que espero fazer junto com meus orientadores para poder colocar meus pés no chão o mais rápido possivel e ver,com minha visão interna, todos os caminhos e objetivos que ainda estão flutuantes , em ordem e com o direcionamento necessário para um bom estágio e um bom TCC.

Sunday, November 15, 2009





Pesquisa de campo



Realizar esta atividade que a interdisciplina do EJA nos colocou foi bem interessante dado a várias especificidades. uma delas foi realizá-la em grupo.Sempre que nos é pedido trabalhos em grupo ficamos um pouco preocupadas , pois sendo todas as nossas combinações realizadas a distâncias isto leva tempo.Mas o grupo que formamos tem sido nota dez. Conseguimos combinar tanto nos comentários , nas nossas conversas on line como no nosso diário de bordo. As entrevistas que fiz na escola que trabalho foi muito significativa pois entrevistei os pais de meus alunos que estudam no EJA e oportunizando uma sala tranquila para a realização obtive respostas das pessoas que atendi individualemnet e que desta forma se sentiam tranquilas ao responder.
Outra situação em que me senti desafiada nesta interdisciplina foi na construção do poster. Foi um desafio, pois estava ainda com múltiplas dificuldades técnicas e mesmo assim não esmoreci, consegui organizar e mandar para a apreciação do grupo.
Eu achei que ficou muito bom.

Tuesday, October 20, 2009

Atividades práticas



Durante todo tempo das nossa graduação estivemos colocando dentro da nossa prática os novos conhecimentos. Estes tipos de integração é fundamental para sentirmos na nossa realidade, o retorno que podemos ter com o desenvolvimento conquistado. Muitas destas atividades foram responsáveis por mudanças de olhar , de manejo e de planejamento nas nossas aulas, posso citar as atividade de Etnias que se tornou significativa tanto para mim como para alunos e pais.

Este semestre não poderia ser diferente. Temos muitos textos para ler mas a maioria deles são excelentes . Não sei se é por estarmos mais qualificados e eles começam a fazer mais rapidamente sentido ou se os assuntos tratados estão latentes na nossa prática diária como é o caso de " Tem um Montro no meio da história" de Gurgel. Entender a forma como se processa a mente infantil e saber analizar a partir de suas contagens de histórias é muito importante. Sair a campo para trazer documentada uma destas contruções foi muito melhor ainda. Realizei com três alunos do Jardim nível B e me diverti muito escutando e escrevendo suas produções. Eles são demaisssssss.

Mas hoje , emocionada por estes acontecimentos, resolvi trazer para meu Blog a contagem de uma "menina", estudante do EJA da minha escola com 46 anos :

Alda Galvão da Silva
46 anos
aluna da T11
Aprendeu a ler mais com Testemunhas de Jeová

Um final de semana de Alda

Eu trabalho na sexta -feira, pego livros para cantar hinos que eu gosto,até os livros das crianças ,fico em casa.Estive quase desistindio , mas a professora disse para eu não eu não desistisse de estudar.
A professora Jaci lá de fora era muito ruim, agora ela se aposentou.
Eu cozinho , pouco estou só eu em casa. Eu nunca fico parada. meus filhos são iguais quando são convidados para almoçar

Sunday, October 11, 2009




Prática docente no EJA


Bem depois de realizar a leitura dos textos me puz a pensar nas minhas vivências em torno da alfabetização de adultos.Lembro que minha tia, que aliás postei no meu blog no inicio deste curso, não sabia ler nem escrever, mal conseguia fazer o seu nome, mas contava estórias como poucos. sempre que falava alguma coisa de forma errada gostava de ser corrigida pois dizia que sempre era hora para se aprender alguma coisa. Era uma pessoa muito aberta ao novo o que nos dava abertura para ensiná-la tudo que considerávamos importante. Atualmente tenho de forma alternada o convívio de um primo, capataz de fazeda, com mais de 60 anos, letrado pela vida , consegue apenas identificar algumas letras do alfabeto. Muitas das minhas intervenções na conquista de sua alfabetização se tornaram infundadas pois ele é um nômade, quando penso que vai ficar já está indo embora para outro estado a trabalho. Analisando estes dois e as minhas modestas intervenções e mesmo com algumas tentativas de reforço com outras pessoas mais velhas tenho observado que avaliar e conhecer bem a pessoa com que vamos trabalhar é fundamental, identificar seus interesses, suas vivências , suas limitações é antes de mais nada a base para a construção da nossa interação e integração no espaço de mundo destes indivíduos e sem o qual não conseguiremso criar subsídios de atuação metodológica para ajudar na aquisição da escrita e leitura. Conhecer suas limitações e a maneira como ele contrói e desenvolve suas contruções nos serve de suporte para nossas mediações para que toda esta magia seja conquistada, precisamos antes de mais nada gostar muito do que fazemos , sermos eternos pesquisadores e fundamentalmente inclusos neste grupo que queremos desenvolver. Como Freire mesmo salienta , é muito importante desenvolvermos a visão que eles tem de mundo a partir dos seus olhares da realidade que vivenciam.

CONTAGEM DE ESTÓRIAS
O texto de Gurgel: " Tem um monstro no meio da história" pude analizar melhor a maneira significativa que nossas crianças desenvolvem oralmente suas histórias.Este processo acontece mesmo antes de a criança falar, ela escuta as estórias contadas e vai armazenando dados que organizam seu repertório de imagens , nomes e roteiros de ações que irá usar mais tarde. A fala para elas é um progresso importante pois com ela poderá verbalizar a seu modo estas produções de acordo com suas interpretações organizando uma possível narrativa." O pensar não se estrutura internamente, mas no momento da fala", como diz Maria Virginia Gastaldi.
Nas suas narrativas muitas vezes misturam a realidade na ficção o que é muito normal.
Para efetivação deste tema nos foi pedido uma atividade que confesso achei muito interessante. Deveríamos procurar uma criança não alfabetizada e pedir para que nos contasse uma história.
Procurei nas turnas de jardim da minha escola por esta criança. Quando lá cheguei eles estavam na rodinha , momento este de contagem de histórias ou de conversa coletiva sobre algum tema considerado importante. Conversei rapidamente com minha colega sobre meus motivos da minha presença e ela prontamente perguntou para o grupo quem queria contar uma estória para o grupo, atendendo a meu pedido. Muitos se manifestaram e os que contaram fizeram muito bem , mas encontrei histórias bem desenvolvidas e sem nenhuma mistura de fatos imagináveis, era histórias bem conhecidas e conclui que estas já deveriam estar bem decoradas. Me dirigi para outra sala de jardim nivel A e pedi a colega que lá estava para convidar um dos seus alunos para realizar esta contagem fora da sala . Saindo pra o pátiocom o aluno escolhido conversei primeiro com ele para deixá-lo tranquilo e depois perguntei se ele sabia cntar histórias, que podia ser qualquer uma , até sobre coisas que ele tenha feito , do seu final de semana , enfim...
Ele disse que adorava contar histórias e me disse uma bem interessante. Vou colocar aqui de forma resumida . Ele colocava que tinha muito medo de ficar sozinho na casa dele por que seu pai tinha morrido e sua mãe dizia que ele estava ainda ali. Que ele estava no armário e as vezes encostado na porta. disse também que não tinha medo só disso, mas que não se sentia bem na rua por que o sol o perseguia, onde ele ia o sol ia atrás e á noite as estrelas e a lua faziam o mesmo. Colocou que não era somente ele que pensava assim , que seu amigo, colega da sala, também sentia o mesmo. Disse também que queria saber por que eles o perseguiam e que quando caminhava anda rápido e não gostava de olhar para trás.
Com toda este material e preocupada com os dados obtidos , conversei com minha colega para que faça uso da maneira que achar conveniente pois acho que estes medos naturais também nesta idade , são um bom tema para ser desenvolvidos com sua turma e desta forma esclarecer e minimizar este sentimento real .